Informações sobre a equipe selecionada
Nome:
GUANABARA RUGBY FOOTBALL CLUB
Uniforme:
Amarelo, azul e vinho
Fundação:
5 de junho de 2005
Presidente:
N/D
Endereço:
Praia de Copacabana em frente à Figueiredo de Magalhães
Cidade:
RIO DE JANEIRO
- Estado:
RJ
Site:
http://guanabararugby.wordpress.com
Email:
contato@guanabararfc.com
Telefone:
N/D
Comunidade no Orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=2335219
Local de jogo:
N/D
História:
História
Idealizado por seus fundadores como um meio de fomentar o desenvolvimento do rugby union na cidade do Rio de Janeiro, o Guanabara Rugby Football Club nasceu com a determinação de atuar fundamentalmente como uma equipe disputante de jogos no formato tradicional do esporte (XV a side), em quadras esportivas gramadas, e em condições minimamente compatíveis com as boas tradições do esporte inventado por britânicos nos fins do Século XIX.
Marcelo Wallace Paiva nunca havia visto uma partida de rugby ao vivo, mas ainda assim era um apaixonado pela modalidade, que conheceu através da Copa do Mundo de 1995.
Devido a este interesse, desde o ano 2000 colaborava com um site dedicado à modalidade, buscando, através deste, oferecer aos clubes e adeptos do rugby, suas idéias sobre meios e maneiras deste ser mais conhecido, crescer como esporte no Brasil.
Tendo pouco retorno de suas iniciativas e proposições, entendeu que a falta de eco era por razão de não ser ele um integrante da comunidade do esporte. Foi daí que surgiu a idéia, de através da criação de um clube, conquistar espaço para levar sua visão de desenvolvimento esportivo. Inicialmente apoiado por sua esposa, Melissa Paiva, foi buscar parceiros para a empreitada.
Neste caminho conheceu Thiago Câmara, que já havia treinado em alguns clubes no Brasil, e que também se interessou com a proposta de criar um clube no Rio de Janeiro exclusivamente voltado para os jogos de XV a side.
Até então, os jogos na província eram quase que exclusivamente disputados na praia, e no formato de sete jogadores por equipe.
Após algumas discussões sobre o nome da equipe, foi definido que o mais correto seria optar por algo diretamente ligado ao município do Rio de Janeiro, caracterizando uma das marcas tradicionais do rugby ao redor do mundo: o vínculo comunitário. Desta forma, a referência à Guanabara (tanto ao extinto estado quanto à baía do mesmo nome) foi escolhida, sendo o passo seguinte a definição das cores.
Estas foram retiradas de uma interpretação dos símbolos presentes no brasão do município, em aspectos históricos de maior relevância espiritual e no pavilhão da cidade.
Assim, o ouro é uma referência ao globo armilar, marca da saga lusitana dos descobrimentos, símbolo incontestável de bravura e inteligência, algo vital para o espírito de uma boa equipe de rugby. O carmesim é uma homenagem ao santo mártir e padroeiro da cidade: São Sebastião, sendo a cor uma alusão ao sangue derramado em sacrifício. Entenderam os fundadores, que é o espírito de doação e renúncia, aspectos fundamentais no forjar do caráter de um adepto do rugby, para além das partidas, como um compromisso moral, para com seus confrades de clube, para com sua família e comunidade.
O azul e o branco, são homenagens ao pavilhão municipal, sendo o azul referentes à Cruz de Santo André e o branco ao fundo no qual a cruz está inserida.
Definidos nome e cores, restava buscar novos adeptos, posto que até aquele momento, existiam apenas três integrantes.
E assim se manteve, até a realização do segundo treino do Guanabara, quando se juntaram ao trio fundador Dennis Sieber e Rafael Gusman. Desde o primeiro momento, os novos integrantes se comprometeram com o idealismo fundamental do GRFC: Desenvolver a modalidade no seu formato tradicional, dentro das condições mínimas de decência e respeito às tradições do jogo.
Dennis (que futuramente viria a ser o primeiro capitão do clube) idealizou dois modelos para símbolo do Guanabara (até aquele momento era utilizado um leão heráldico, mas desde o início pouco aceito, devido à falta de conexão com a cidade): Um brasão com o globo armilar estilizado e outro com uma estrela do mar. O segundo acabou prevalecendo.
Muitas foram também as idealizações a respeito de como seria o primeiro uniforme do Guanabara (arlequim, listras horizontais...), até que inspirados no uniforme do Canterbury Crusaders (equipe de rugby profissional da Nova Zelândia), foi idealizado o primeiro uniforme do GRFC, mantidas as cores predominantes.
Faltava um brado de guerra. Este só foi surgir alguns meses depois do primeiro treino. Algumas fórmulas foram pensadas, até que, em um dado momento, se entendeu que poderia funcionar a escolha de palavras que rememorassem os antigos habitantes da Guanabara: os índios. Durante algumas semanas o brado “Anauê” foi sugerido, mas temendo haver equivocadas ilações com o movimento político Integralismo, buscou-se alguma outra solução, mas já havia um caminho. Foi assim que, ao invés de apenas uma palavra, concebeu-se a elaboração de uma seqüência de palavras de ordem exclamadas na língua dos nativos que pudessem exprimir a saudável exaltação de espírito dos membros do novo clube. GUARINI ABARÉ TAPUIA: GUANABARA foi a fórmula encontrada e que quase imediatamente, apesar da dificuldade natural de entendimento imediato dos termos, foi acolhida pelos membros como o mais marcante símbolo de representação da equipe. As palavras de ordem que indicam os caracteres Guerreiros, Bravios, mas ainda assim, amigos, se consolidaram como meta comportamental dos adeptos.
Com os devidos aspectos institucionais resolvidos, restava ao Guanabara continuar na sua busca por novos membros, e a partir daí se apresentar à comunidade do rugby fluminense, para realizar seus primeiros jogos.
No entanto, a primeira oportunidade de realização de um jogo só veio acontecer no final do ano de 2005, com a realização do tradicional torneio de sevens de praia, realizado pelo Niterói Rugby.
Existia por parte da comunidade do esporte, uma infundada desconfiança a respeito da existência real (não virtual) daquele novo clube, formado integralmente por indivíduos que nunca haviam jogado sequer uma única partida.
Sem saber, tais desconfianças e insinuações a respeito da “imaterialidade” do clube, foi o elemento motivador dos integrantes do Guanabara durante todos aqueles meses de treinos na Quinta da Boa Vista.
Queriam provar os membros do GRFC, que de modo algum era o novo clube um “fogo de palha”, e sim uma nova força, renovadora do esporte, como nunca antes vista nesta província ou outra deste país.
Os resultados das primeiras partidas do clube no torneio de Niterói foram compatíveis com a inexperiência da equipe, mas em nada tais derrotas desestimularam os integrantes, cientes de que ali estava sendo iniciada uma história de muitos desafios.
Certamente muitos observadores, distantes do dia a dia do GRFC, acreditavam que após o duro batismo nas areias de Icaraí, aquele estranho grupo que se auto intitulava “um time de rugby”, não mais voltaria ao cenário do esporte.
Contudo, devidamente batizados, os membros do GRFC iniciaram a partir dali o mais significativo empenho jamais visto na região, para convencer os demais clubes da província a realizar o primeiro campeonato estadual no formato XV a side.
Contrapondo muitas resistências, conseguiu o jovem clube introduzir algumas de suas idéias, e já no ano de 2006, junto com outras quatro equipes (sendo uma delas de outra província), a realização do tão sonhado campeonato de rugby , “de 15 e em campo gramado”. A realização deste campeonato pode ser considerada o primeiro troféu conquistado pelo clube, posto que os tópicos basilares de sua fundação estavam sendo atingidos com a realização do torneio.
Conquistado o primeiro objetivo, restaria muitos outros desafios para o jovem clube.
O fim do ano de 2006 foi bastante difícil, com muitas incertezas a respeito do futuro, pois ter realizado com fidelidade todos os compromissos do Guanabara no período foi algo bastante desgastante.
Muito se receiou pela impossibilidade de manter o espírito e a motivação para se continuar a hercúlea batalha de construir uma instituição amadora dedicada não só a pratica da modalidade rugby, mas também seriamente destinada para fazer o esporte realmente acontecer na cidade e na província.
O ano de 2007 foi iniciado neste clima de impasse. Contudo, ainda motivados para o compromisso de dar força a tudo o que fosse realizado em matéria de rugby na cidade, os integrantes decidiram participar do torneio de Beach Rugby realizado logo no inicio do ano.
Em verdade, ainda que tal coisa não fosse planejada, ocorreu que a participação do Guanabara neste despretencioso torneio de início de temporada, foi algo como uma confirmação do batismo moral, realizado nas areias de Icaraí no ano de 2005.
Nada do que aconteceu nos dois dias de torneio foi tão significativo em termos de resultado, pois ainda não foi daquela vez que o Guanabara conquistou a sua primeira vitória, mas definitivamente o último jogo da equipe naquele torneio demonstrou a cada um dos seus membros que fazia muito sentido manter a chama acesa a respeito dos objetivos firmados quando da fundação do Guanabara. Todas as dúvidas e até mesmo o desgaste natural advindo da tão difícil temporada anterior e dos desafios ainda por virem foram identificados como aspectos menores se comparados ao quanto de positivo estaria por ser construído se não nos mantivéssemos fiéis ao lúdico objetivo de realizar um ato de amor ao esporte consolidando o GRFC. Foi então assim, guiados por estas renovadas motivações, que o GRFC disputou novamente, cumprindo todos os seus compromissos, a dura temporada de 2007. Jogos difíceis, derrotas, dificuldades de manter o elenco, pouco dinheiro, enfim, a mesma luta. Mas algo de novo estava acontecendo.
Através do trabalho incansável do capitão Dennis Sieber, o Guanabara conquistou novos espaços na mídia e atraiu a atenção de um número novo de pessoas que passaram também a colaborar com o clube. Ao final do ano de 2007, ainda que um tanto fortuitamente, o Guanabara iniciou conversações com a fábrica Michelin para o desenvolvimento de um projeto de parceria. Hoje os primeiros aspectos desta união já começam a se consolidar e este ano de 2008 as metas esportivas do clube são naturalmente mais ambiciosas. E foi assim, inspirados por tais novas motivações, que o GRFC conquistou no torneio promovido pelo Jacarepaguá Rugby a sua tão sonhada primeira vitória realizada pelos bravos integrantes da equipe no formato VII a side, e ainda no início do ano de 2008 outras vitórias aconteceram, incluindo uma marcante partida de XV a side contra o Friburgo, vencida pelos cariocas de forma incontestável.
O futuro se apresenta promissor. Ledo engano imaginar que as dificuldades constantes no universo do desporto amador vão se tornar escassas. No entanto, é fé corrente entre os adeptos da camisa ouro e vinho que o espírito renovador e o compromisso de fidelidade ao rugby presentes em todos será o suficientemente forte para construir as bases de nossa constante caminhada.
Guarini, Abaré, Tapuia: Guanabara!
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