
As emoções do Torneio das Seis Nações começam neste final de semana e os brasileiros terão oportunidade de acompanhar pela TV os três jogos. As transmissões ficarão por conta dos canais por assinatura ESPN e TV5 Monde. Acompanhe a programação:
| Irlanda vs Itália: Sábado, ao vivo, às 12h30, na ESPN HD e às 17h em VT na ESPN Internacional |
| Inglaterra vs Gales: Sábado, ao vivo, às 15h, na ESPN HD e Internacional |
| Escócia vs França: Domingo, ao vivo, às 13h, na TV5 Monde e ESPN HD; em VT às 16h na ESPN Intl. |
Como já é habitual, a equipe Rugbymania preparou para você uma análise a respeito de cada um desses confrontos. Acompanhe as escalações, históricos e previsões a respeito de cada partida:
Irlanda vs. Itália
X 
Histórico
Irlanda e Itália já se enfrentaram 17 vezes na história. Foram 14 vitórias para o XV do Trevo e apenas três para a Itália. No Torneio das Seis Nações, foram 10 confrontos, todos com vitórias irlandesas. O placar mais apertado na competição foi em 2008 quando a Irlanda venceu em Dublin por 16 a 11.
A Irlanda:
Campeã com direito a Grand Slam/Chelem no ano passado, a Irlanda terminou 2009 invicta e classificada pelo IRB como a melhor seleção do hemisfério norte. A missão este ano será manter o título, pouco importa se invicta ou não.
O técnico Declan Kidney livrou-se do dilema de ter de escolher entre Ronan O`Gara ou Jonathan Sexton como abertura titular, pois o último foi vítima de uma leve lesão na perna, ficando de fora da partida.
Outro jogador que se lesionou foi o asa do Ulster Stephen Ferris (aquele que foi vítima das agressões nos olhos na Heineken Cup), dando oportunidade de ouro para o debutante na seleção Kevin McLaughlin (Leinster).
Finalmente, uma escolha tática, na ponta esquerda, com a ida para o banco do munsterman Keith Earls e a titularização de Andrew Trimble (Ulster), algo que não ocorria desde 2008.
A Itália:
No lado italiano, o técnico Nick Mallett recompôs a equipe que venceu na última partida de novembro a seleção de Samoa em Ascoli por 24 a 6. Naquela partida Mallett já lidava com a lesão do capitão Sergio Parisse, peça-chave na equipe. Parisse, de muletas, ficou o tempo todo à beira do campo orientando seu substituto Alessandro Zanni.
A Itália possui problemas na organização das jogadas, por vezes executada de forma afoita, desperdiçando a preciosa posse de bola – por exemplo, com tentativas mal-sucedidas de ocupação do terreno com chutes táticos. Outro problema grave é a ausência de um chutador nato, tanto para o jogo aberto como para tentativas de transformação de penais e tries. Contra Samoa coube ao ponta do Stade Français, Mirco Bergamasco, executar os chutes de bola parada, função que já foi testada com McLean e Andrea Marcato, atualmente com a equipe da Itália “A”. Interessante é que quem mostrou habilidade com os pés na última partida foi o meio-scrum Tito Tebaldi, que acertou um drop de mais de 40 metros de distância.
O ponto forte da seleção Azzurri está em seus forwards (avançados) com destaque a primeira linha que conta com o atual capitão Leonardo Ghiraldini (Benetton), o veterano Salvatore Perugini (Bayonne), que disputou todos os Seis Nações desde que a Itália foi incorporada, e Martin Castrogiovanni (Leicester ). O scrum italiano é uma arma poderosa, capaz de incomodar até mesmo neozelandeses, que em novembro, por pouco, escaparam de levar um try penal ou como dizem os italianos uma “meta técnica”. Os samoanos não tiveram a mesma sorte...
A previsão do tempo diz:

Segundo o Weather Channel, haverá névoa no sábado em Dublin, ventos fracos e poucas chances de chuva. Temperaturas em torno de 5°C.
Uma predileção:

Na casa de jogos Sky Bet, a menor remuneração é para apostas em uma vitória da Irlanda por uma margem de 16 a 25 pontos.
Escalações:

Inglaterra vs. País de Gales
X 
Histórico:
Até hoje foram 118 jogos entre ingleses e galeses com um balanço super equilibrado: foram 53 vitórias para cada lado e 12 empates. O primeiro jogo foi em 1881, quando a Inglaterra venceu por 30 a 0. A última partida foi no ano passado, em Cardiff, quando Gales venceu por 23 a 15.
A Inglaterra:
Durante os últimos test-matches em novembro, o técnico Martin Johnson teve que driblar a ausência de vários craques da seleção inglesa que estavam machucados. O resultado foi que somente um try foi marcado em três jogos do XV da Rosa, que perdeu para Austrália e Nova Zelândia.
Para a disputa do Seis Nações 2010 alguns nomes estão novamente à disposição e Johnson irá aproveitá-los contra Gales. A citar o fullback Delon Armitage (London Irish), o centro Rick Flutey (Brive) e o oitavo Nick Easter (Harlequins). Outra novidade será a titularização de Mattew Tait (Sale Sharks) como centro, algo que não ocorria desde a Copa de 2007 (ele entrou no XV inicial na turnê à Nova Zelândia em 2008). O meio-scrum dos Harlequins, Danny Care, e o pilar do Bath, David Wilson, também serão restaurados a titularidade.
Com a volta de Armitage ao posto número 15, Cueto que jogou de fullback contra a Nova Zelândia será deslocado a ponta direita. Com Ugo Monye na outra ponta, quem ficou de fora do time foi o grandalhão Matt Banahan. O interessante de tudo isso é que nesta temporada, Banahan marcou cinco tries contra um de Cueto . Pior ainda é quando se observa que o novato Chris Ashton (Northampton) que já marcou 16 tries, mais do que todos os outros pontas juntos, nem no banco ficará. Onde está o erro, Mr. Johnson?
País de Gales:
A equipe de País de Gales recebeu esta semana a boa notícia de que o fullback Lee Byrne (Ospreys) estará liberado para jogar, pois havia sido suspenso pela comissão de disciplina da ERC (European Rugby Cup) por ter entrado em campo na Heineken Cup sem autorização da arbitragem. Mas o time perdeu o hooker do Scarlets - Matthew Rees - por uma lesão na virilha substituído por Gareth Williams, do Cardiff Blues. Nesta quinta-feira foi anunciada a lesão do pilar Gethin Jenkins, que será trocado por Paul James. O lugar de James no banco será ocupado por Rhys Gill, que nunca jogou por Gales.
O treinador Warren Gatland conservou Gareth Cooper como meio-scrum, apesar da má forma. Esperava-se que o jovem Martin Roberts do Llanelli Scarlets pudesse entrar em seu posto, mas ele nem foi escalado para o banco de reservas (Richie Rees será o meio-scrum suplente).
Para o jogo contra os ingleses também estará formado um novo par de centros, formado pelo multifuncional James Hook (que também pode ser abertura ou fullback) e pelo talentoso Jamie Roberts, eleito melhor jogador da turnê dos Lions à África do Sul.
Finalmente, o companheiro de ponta de Shane Williams será Tom James do Cardiff Blues, que vem atuando mais e melhor que seu companheiro de time e seleção, Leigh Halpenny (não faz boa temporada), que ficará no banco.
A previsão do tempo diz:

Segundo o Weather Channel, o tempo no sábado em Londres estará nublado,com ventos fracos e poucas chances de chuva. Temperaturas em torno de 7°C.
Uma predileção:

Na casa de jogos Sky Bet, a menor remuneração é para apostas em uma vitória da Inglaterra por uma margem de 1 a 5 pontos.
Escalações:

Escócia vs. França
X 
Histórico:
Escócia e França já se enfrentaram 81 vezes na história. Apenas três partidas em Copas do Mundo, as demais válidas pelo Torneio. O primeiro jogo foi em 1910 (vitória francesa por 27 a 0) e o último foi no ano passado, no Stade de France (vitória francesa por 22 a 13). Até hoje foram 34 vitórias escocesas, três empates (um deles na Copa do Mundo de 1987) e 44 vitórias tricolores.
A Escócia:
O técnico Andy Robinson precisa lidar com a falta de tries na equipe da Escócia. Foram oito partidas no ano passado e apenas seis tries. A última vez que um escocês apoiou a bola na zona de gol adversária foi contra Fiji em um dos test-matches de novembro. Como a França é uma equipe que costuma marcar muitos tries (marcou oito tries, só em novembro), para rivalizar é preciso fazer o mesmo. Outra coisa a lamentar é a ausência de Euan Murray (motivos religiosos), o melhor pilar da equipe escocesa, que fará falta nos combates dos scrums, outra arma do rival.
Para lidar com a França o treinador mudou seis jogadores em relação ao time que perdeu por 9 a 6 para a Argentina em seu último jogo. Chris Paterson ganhou uma chance de titular com a lesão do fullback Rory Lamont (tornozelo) e fará a sua partida número 99 com o XV do Cardo. Da infelicidade de Lamont também sobrou uma oportunidade para Hugo Southwell no banco de reservas, que pode entrar como fullback (seu posto habitual) mas também como meio-scrum, se for necessário, tal como vem sendo aproveitado no Stade Français (FRA) time que vive uma penúria de camisa 9.
Retornam igualmente ao time o par de centros Max Evans e Graeme Morrison. O primeiro, em boa forma, foi preferido a Alex Groove que estará no banco. O pilar do Gloucester (ING), Alasdair Dickinson será titularizado (Jacobsen vai para a suplência) e os asas também mudam: John Barclay, do Glasgow, ocupará o lugar de MacDonald, e Kelly Brown entra no lugar de Alasdair Strokosch.
A fartura no posto de abertura, forçou ficar de fora o excelente jogador do Glasgow Dan Parks (surpresa!). O treinador Robinson preferiu Phill Godman, que puxa melhor os ataques, e é tão preciso quanto Parks nos chutes. Aliás, os chutes são uma arma escocesa: se Godman abre mão de executar alguma transformação com os pés, aparece Chris Paterson, que na Copa de 2007 não errou um chute sequer (Mr. 100% é seu apelido desde então).
A França:
A França, uma das favoritas para levar o Torneio desse ano, ainda faz testes com algumas peças visando a Copa do Mundo de 2011. Por isso o treinador Marc Lièvremont colocará para jogar, por exemplo, o jovem Benjamin Fall (Bayonne) na ponta direita. Fall foi chamado pela primeira vez em novembro e atuou contra Samoa, marcando um try, mas machucou-se e não pode atuar contra a Nova Zelândia.
Escalado para a outra ponta está o jogador do Clermont, Aurélien Rougerie, que não atuava pela seleção desde 2008. Acontece que em seu clube, Rougerie vem atuando de centro (muitíssimo bem) faz duas temporadas e talvez o treinador queira provar sua multifuncionalidade para levá-lo ao Mundial.
A vaga de segundo centro será ocupada por Mathieu Bastareaud que retorna a equipe desde que inventou uma história mentirosa na turnê de junho na Nova Zelândia. O atleta diz que já esqueceu o ocorrido e que está pronto para dar o melhor de si na seleção. De fato, Bastareaud está novamente em boa fase em seu clube, o Stade Français de Paris, que ele ajudou a se classificar para as quartas-de-final da Heineken Cup.
Uma dificuldade que a equipe atravessa é nos postos complementares 9 e 10 que precisam ser bem entrosados. Não há mistérios quanto os futuros meio-scrums em 2011. Liévremont gosta de Dupuy e Parra. Para este Seis Nações, Julien Dupuy está suspenso, dando oportunidade a Morgan Parra agarrar a titularidade. O que falta é achar um abertura. Trinh-Duc vem sendo chamado, mas seu jogo de pés não é confiável. No Montpellier, seu time, quem chuta é o veterano argentino Todeschini. Parra será o chutador contra os escoceses, mas no Clermont ele é o terceiro na hierarquia.
O treinador diz que chamou Jean-Baptiste Elissalde (Toulouse) para ser apenas uma solução breve enquanto Dupuy cumpre castigo. Mas o nome de Elissalde seria mais útil no posto de abertura, o verdadeiro problema! Infelizmente Elissalde lesionou a coxa esquerda nesta quarta-feira e ficará de fora do jogo. Fred Michalak (Toulouse), que também não é preciso nos chutes, foi chamado para ocupar o lugar dele no banco, podendo entrar no lugar de Parra ou Trinh-Duc.
A previsão do tempo diz:

Segundo o Weather Channel, o tempo no domingo em Edimburgo estará nublado,com ventos fracos e poucas chances de chuva. Temperaturas em torno de 3°C.
Uma predileção:

Na casa de jogos Sky Bet, a menor remuneração é para apostas em uma vitória da França por uma margem de 6 a 10 pontos.
Escalações:
